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Mercado ajusta expectativa para juros com conflito global antes do Copom

Mercado financeiro ajusta projeções para Selic e inflação devido a tensões geopolíticas antes do Copom.
Mercado ajusta expectativa para juros com conflito global antes do Copom
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Em 15 de março de 2026, o mercado financeiro revisou a expectativa para a taxa Selic, definindo-a em 13,25% ao ano para os próximos meses. Essa atualização ocorreu em meio ao aumento da percepção de risco externo, provocado pelo conflito entre duas potências econômicas globais.

Além disso, a projeção de inflação anual foi elevada para 5,2%, conforme relatório divulgado recentemente. O Banco Central do Brasil marcou para 18 de março de 2026 a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve decidir pela manutenção ou ajuste da taxa Selic.

De modo geral, analistas reduziram a previsão de alta dos juros no segundo trimestre de 2026. A volatilidade dos ativos cambiais no mercado brasileiro teve forte alta nesta semana, refletida também no dólar comercial, que subiu 1,4% frente ao real desde o início do conflito global.

Por outro lado, o índice Bovespa recuou 3,5% nos últimos cinco dias, indicando a instabilidade causada pelas incertezas internacionais. O risco-país do Brasil, medido pelo Emerging Markets Bond Index (EMBI), avançou para 250 pontos-base, enquanto commodities brasileiras registraram queda média de 2,7% na última semana.

Empresas exportadoras expressaram preocupação com os efeitos do conflito na demanda externa e nas cadeias produtivas. O mercado futuro de juros curtos aponta estabilidade para o final de 2026, apesar do cenário desafiador atual.

A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 foi ajustada para 1,1%. O ambiente econômico também foi impactado pela queda nos índices de confiança do consumidor em março. Agentes econômicos seguem atentos à divulgação dos dados oficiais de inflação, prevista para 20 de março de 2026.

Relatórios de consultorias financeiras destacam que as tensões geopolíticas têm influenciado diretamente a dinâmica da economia doméstica. Assim sendo, a expectativa por medidas fiscais por parte do governo ganha força diante das incertezas externas. A conclusão do processo de decisões do Copom ainda depende da análise dos dados econômicos que serão publicados nos próximos dias.

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