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Jornalista revela detalhes sobre Lucas Kallas no caso Banco Master

Investigação detalha ligações empresariais e políticas de Lucas Kallas no esquema do Banco Master.
Jornalista revela detalhes sobre Lucas Kallas no caso Banco Master
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O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, foi detido pela Polícia Federal (PF) em 4 de março de 2026, na terceira fase da Operação Compliance Zero. A ação contou com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e faz parte das investigações que envolvem o banco.

Vorcaro já havia sido preso anteriormente em 17 de novembro de 2025, quando tentava embarcar para Dubai. Desde então, ele está sob intensa vigilância da PF, que descobriu que ele participou de uma reunião sem registro oficial no Palácio do Planalto no dia 4 de dezembro de 2023, junto com Lucas Prado Kallas.

Além da reunião não formalizada, Vorcaro acessou o Palácio do Planalto outras quatro vezes entre dezembro de 2023 e 2024, todas sem qualquer agenda pública divulgada. Entre essas visitas, destaca-se o encontro do pai de Daniel, Henrique Vorcaro, com autoridades no mesmo local em 6 de novembro de 2024.

O empresário também esteve no Palácio em 1º de março e 3 de abril de 2024, novamente sem registros oficiais das entradas. No acesso do dia 3 de abril, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, também entrou no Planalto sem que isso tenha sido declarado oficialmente, conforme apontam as apurações.

Vorcaro conta com a representação da advogada Viviane Barci de Moraes em uma consultoria jurídica avaliada em R$ 129 milhões. Ela é esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e desde fevereiro de 2026 também defende Lucas Prado Kallas, envolvido nas investigações.

Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro indicam sua ligação com trâmites envolvendo o ministro Dias Toffoli, também do STF. O material integra o conjunto de provas que fundamentam os desdobramentos da operação.

Perfil, Atividades e Ligações de Lucas Prado Kallas

Lucas Prado Kallas é empresário no setor de mineração e mantém sociedade com Daniel Vorcaro em diversas empresas. No entanto, ele figura em pelo menos quatro operações policiais, tanto federais quanto estaduais, relacionadas à extração mineral de forma irregular, com desdobramentos que envolvem danos ambientais e suspeitas de fraudes em contratos públicos. Essas investigações ocorreram em diferentes estados e ganharam repercussão nacional.

Kallas também foi citado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisou o desastre da barragem da Vale em Brumadinho, devido a vínculos próximos às atividades de monitoramento da estrutura. Além disso, circulam informações sobre um investimento estimado em 50 milhões de dólares, aplicado em consultorias e serviços ligados ao setor petrolífero na Venezuela, dado que Kallas nega. De modo geral, esse caso ganhou atenção por envolver operações financeiras que cruzam fronteiras.

Um aspecto relevante são as viagens de Lucas Kallas ao exterior. Ele e Daniel Vorcaro estiveram em Caracas entre 27 de novembro e 1º de dezembro de 2023, período em que foi registrado o pagamento de 23 mil dólares por duas suítes de hotel, conforme mensagens eletrônicas apreendidas pelas autoridades. Posteriormente, Vorcaro passou a evitar conexões diretas com negócios no país após o recrudescimento das sanções americanas contra Venezuela em abril de 2024, mas Kallas seguiu realizando viagens ao destino, com voos oficiais registrados em junho de 2024 e janeiro de 2025.

A aeronave PP-COA, cujo registro é vinculado à empresa Cedro Air S.A., foi usada por Kallas em trajetos para Venezuela e Miami, local onde ele teria permanecido desde novembro de 2025, evitando o Brasil diante do avanço das investigações da Polícia Federal (PF). Por outro lado, documentos oficiais confirmam que ele teve pelo menos sete acessos ao Palácio do Planalto entre 2023 e 2024, apesar de os encontros não constarem na agenda pública. Entre esses contatos, destacam-se encontros com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e alguns ministros.

Quanto aos processos judiciais, tramitam inquéritos contra Kallas relacionados à exploração ilegal de minerais no Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, está sob sigilo extremo desde dezembro de 2025. Assim sendo, o andamento das apurações permanece sigiloso e sob monitoramento rigoroso das autoridades.

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