O Banco Central publicou em 26 de junho de 2024 seu relatório de política monetária que revisa as previsões de inflação para este ano, elevando a estimativa para o fechamento de 2026. Conforme o documento, a inflação deve atingir 3,9%, acima dos 3,5% esperados em dezembro de 2023, refletindo diretamente os efeitos do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.
A previsão para o índice acumulado no primeiro trimestre de 2026 também foi atualizada, passando para 3,6%. Por outro lado, o Banco Central mantém em 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, embora destaque riscos associados à crise internacional. Para 2027, o relatório indica que a inflação deve se situar em 3,3% no terceiro trimestre, enquanto para 2028 a estimativa é de 3,1%, levemente acima da meta oficial de 3%.
O documento atribui a aceleração da inflação principalmente ao aumento nos preços do petróleo e gás, commodities impactadas pela instabilidade provocada pelo conflito. Além disso, enfatiza a possibilidade de efeitos maiores caso a disputa se prolongue, especialmente se o fechamento do Estreito de Ormuz persistir, o que pode pressionar ainda mais os custos de energia importada.
Por sua vez, o relatório do Banco Central alerta para a gravidade da situação, apontando que uma ampliação do conflito na região pode gerar consequências econômicas consideráveis e de longo prazo. Assim sendo, as projeções econômicas permanecem voláteis, dependendo da evolução geopolítica nas próximas semanas.
A conclusão do processo indicou que as análises seguirão em curso, especialmente em relação ao impacto dos preços internacionais sobre a inflação doméstica. Dessa forma, a autoridade monetária acompanhará atentamente os desdobramentos do conflito para ajustar suas projeções e decisões futuras.
