A pesquisa Firmus, realizada entre 9 e 27 de fevereiro de 2026, coletou 309 respostas completas, indicando um aumento de 69 em relação à edição anterior. O estudo revelou que a oferta de crédito continuou em expansão pelo terceiro trimestre consecutivo, enquanto a maior parte das empresas planeja reajustes de preços iguais ou inferiores à inflação prevista para o ano.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para 2026 sofreu uma redução, passando de 4,2% para 4,0%. Dessa forma, a política monetária permanece atenta aos dados de inflação e às decisões das empresas quanto aos ajustes de preços. A estabilidade no acesso ao crédito é destacada, pois a maioria das companhias não identificou alterações relevantes nos custos ou na disponibilidade de recursos financeiros.
Apesar da melhor oferta de crédito sugerir uma recuperação da atividade econômica, os resultados indicam que essa retomada será gradual, sem uma aceleração significativa no curto prazo. A rentabilidade das empresas ainda está abaixo dos níveis registrados no segundo semestre de 2024, e as expectativas apontam para uma melhora moderada nas margens ao longo dos próximos 12 meses.
Contudo, a manutenção do crédito em expansão colabora para um ambiente de negócios mais favorável, embora seja necessário acompanhamento contínuo dos indicadores de inflação e reajustes empresariais. Isso significa que as autoridades monetárias devem preservar uma postura sensível às variações desses dados, já que eles influenciam diretamente nas decisões econômicas.
A pesquisa aponta, assim, para um cenário em que o crescimento e a estabilidade financeira coexistem de modo equilibrado. Ainda que as empresas estejam adaptando seus preços de forma cautelosa, a expansão do crédito sugere uma confiança moderada no mercado, sem expectativas de choques inflacionários iminentes. A conclusão do processo de análise desses dados será fundamental para orientar as próximas ações dos órgãos responsáveis pela política econômica, principalmente perante o comportamento do IPCA e das margens empresariais.

