Oliver Jenkins, presidente da Visa, destacou que a Coreia do Sul, com seus 17 milhões de investidores em criptomoedas, é um cenário promissor para o desenvolvimento e experimentação de stablecoins. Segundo ele, o país apresenta um mercado relevante, ainda pouco explorado fora dos Estados Unidos para esse tipo de inovação financeira digital.
A visita de executivos da Visa a bancos sul-coreanos permitiu coletar informações sobre o ambiente regulatório local, que está em disputa entre os incentivos à inovação e a resistência de grandes grupos financeiros, além do Banco Central da Coreia do Sul. A regulamentação para stablecoins atreladas ao won sul-coreano ainda enfrenta entraves, mesmo com o apoio do governo liderado pelo presidente Lee Jae-myung.
Além disso, a Coreia do Sul se destaca como o segundo país que mais investe no acesso ao ChatGPT, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, conforme dados compartilhados por Steven Carpin, chefe das operações da Visa na Ásia-Pacífico. O mercado local contribui com mais de 5% da receita global da plataforma de inteligência artificial, reforçando a importância da região para a evolução tecnológica.
Dessa forma, a Visa associa a expansão da inteligência artificial a necessidades emergentes em soluções de pagamento, apontando stablecoins e a tecnologia blockchain como elementos centrais para garantir transações mais eficientes. Os experimentos com tokenização vêm avançando em outros países, entretanto, na Coreia do Sul ainda há bloqueios que limitam a tokenização de liquidação de ações.
Por outro lado, as autoridades financeiras sul-coreanas indicam que é urgente implementar regras claras para a tokenização e as finanças on-chain. A indústria de tecnologia financeira local demonstra cautela diante das novas iniciativas, o que adiciona um desafio regulatório importante para a evolução do mercado.
Visa enfatiza que a Coreia do Sul tem potencial para liderar a convergência entre inteligência artificial e negócios digitais, sobretudo por meio das stablecoins. O desenvolvimento dessa regulamentação poderá abrir caminho para inovações que respondam às demandas de pagamento integradas a sistemas inteligentes, apontou Oliver Jenkins ao jornal Seoul Kyungjae.
O avanço em inteligência artificial e finanças digitais cria um cenário onde soluções baseadas em blockchain poderão transformar as modalidades operacionais no setor financeiro. Por fim, a conclusão do processo regulatório sul-coreano ainda depende de negociações entre órgãos governamentais, o setor financeiro e players internacionais, que deverão definir condições para um ambiente seguro e inovador de stablecoins.

