A fintech alcançou um retorno sobre patrimônio líquido (ROE) anualizado de 33% em 2026, apresentando uma melhora de quatro pontos percentuais em relação ao ano anterior. Esse crescimento reflete a eficiência operacional da empresa, que tem se consolidado no mercado brasileiro.
Por outro lado, o Itaú Unibanco (ITUB4) reportou um ROE de 23% no último trimestre, número que reafirma a força da instituição entre os bancos tradicionais do país. Enquanto isso, a fintech mantém um desempenho superior em rentabilidade, indicado pela diferença significativa entre os índices.
Além disso, a redução da alíquota fiscal da fintech de 28% para 22% deverá resultar em um ganho estimado de 350 milhões de dólares. Essa mudança tributária impacta diretamente a lucratividade da empresa, reforçando sua capacidade de investimento e expansão.
O Itaú Unibanco preserva sua posição como a marca mais valiosa entre os bancos brasileiros, consolidando sua relevância no setor. Essa liderança de mercado, aliada a resultados consistentes, mantém o banco como um dos principais players financeiros no país.
Dados financeiros recentes destacam o contraste entre os modelos de negócios da fintech e dos bancos tradicionais, sobretudo considerando fatores como tributação e retorno aos acionistas. Dessa forma, o mercado financeiro brasileiro passa por transformações que influenciam a competitividade entre essas instituições.
Movimentos estratégicos e iniciativas recentes
O Nubank está em fase final na disputa para adquirir o BCG Brasil, braço da instituição financeira portuguesa Banco Comercial Português (BCP). Esse avanço reforça a expansão do banco digital no mercado nacional, ampliando sua atuação em vários segmentos do setor financeiro.
Além dessa movimentação, o Nubank lançou a plataforma Ganhar Cripto, que disponibiliza aos usuários a possibilidade de staking de Solana, com rendimento de 6% ao ano diretamente pelo aplicativo. Dessa forma, a fintech diversifica seus serviços, buscando atrair clientes interessados em investimentos em criptomoedas.
Por sua vez, Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú Unibanco, recomendou formalmente a entrada do Nubank na Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Essa indicação foi seguida pelo conselho do Itaú, que aprovou unanimemente a adesão da fintech à entidade. A iniciativa pode abrir portas para maior integração do Nubank no setor financeiro tradicional.
Ao mesmo tempo, a fintech mostra interesse em substituir o contrato com a Allianz no âmbito do marketing esportivo, o que pode ampliar sua visibilidade na área. Cristina Junqueira, sócia-fundadora do Nubank, mencionou que a estratégia global da instituição inclui oportunidades expressivas nos Estados Unidos, como a exposição da marca em uniformes esportivos.
Esses últimos desenvolvimentos indicam uma atuação coordenada para consolidar a presença do Nubank tanto no mercado local quanto internacional. A expectativa é que o banco digital intensifique sua participação na indústria esportiva e fortaleça sua oferta de produtos financeiros diversificados.

