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Banco Central projeta alta de 1,6% no PIB para o ano de 2026

Banco Central alerta para incertezas no crescimento econômico devido a impactos do conflito no Oriente Médio.
Banco Central projeta alta de 1,6% no PIB para o ano de 2026
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O Banco Central (BC) confirmou a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6% para o ano de 2026, mantendo o mesmo percentual divulgado anteriormente. Em 2025, o crescimento do PIB foi de 2,3%, influenciado principalmente pelo desempenho da agropecuária, que impulsionou a economia no período.

Impactos do Conflito no Oriente Médio

A projeção para o déficit em transações correntes em 2026 foi revisada para baixo, passando de 60 bilhões para 58 bilhões de dólares, refletindo o ajuste nas expectativas diante do cenário internacional. Além disso, o fluxo líquido de investimentos diretos no país (IDP) está estimado em 70 bilhões de dólares, sinalizando um ambiente favorável para a entrada de capitais, ainda que o contexto geopolítico permaneça desafiador.

Por outro lado, a possibilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta de 4,5% para 2026 aumentou de 23% para 30%, indicando maior volatilidade nos preços. Enquanto isso, a inflação projetada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2024 é de 3,6%, e para o terceiro trimestre de 2027, a previsão é de redução progressiva, para 3,3%, seguida por 3,1% no mesmo período de 2028.

No âmbito da política monetária, a taxa básica de juros, Selic, foi ajustada em julho de 2024, com redução de 15% para 14,75% ao ano. Entretanto, entre setembro de 2024 e junho de 2025, houve sete elevações consecutivas da Selic, refletindo o esforço do Banco Central para controlar a inflação. O saldo total de crédito no Sistema Financeiro Nacional cresceu 10,3% em 2025, abaixo dos 11,5% registrados no ano anterior.

As projeções indicam avanço no crédito para 2026, com crescimento estimado de 9% na concessão geral. Para o crédito livre destinado a pessoas físicas, a previsão é de alta de 9,5%, enquanto o crédito direcionado para pessoas jurídicas deve ampliar 11,5%. Esses números indicam expansão no acesso ao crédito, que pode fomentar o consumo e o investimento.

A conclusão do processo de análise dessas projeções pelo Banco Central ainda depende da avaliação contínua das condições econômicas internas e externas. A instituição seguirá monitorando os impactos do conflito no Oriente Médio, bem como outros fatores que possam influenciar a estabilidade econômica e a política monetária do país.

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