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PicPay recua 6,3% no dia, mas sofre queda maior na semana

Ações do PicPay caem novamente após lucro recorde, impactando outras fintechs brasileiras na Nasdaq.
PicPay recua 6,3% no dia, mas sofre queda maior na semana
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As ações do PicPay (PICS) encerraram o pregão de 20 de março de 2025 com uma queda significativa de 6,28%, atingindo o valor de US$ 11,50. No dia anterior, a empresa havia registrado uma baixa ainda mais expressiva, de 23%, que representa a maior desvalorização desde seu IPO realizado em janeiro do mesmo ano.

Além do recuo no pregão, a performance semanal do PicPay mostrou uma perda acumulada de 21,5% entre os dias 16 e 20 de março. Apesar deste movimento negativo nas ações, a fintech divulgou um balanço trimestral em 18 de março de 2025 com lucro líquido de seu quarto trimestre apresentando aumento de 136% na comparação anual.

Outras companhias do setor também apresentaram resultados negativos no fechamento de mercado de 20 de março, como o Inter (INTR), que teve queda de 3,70%, cotado a US$ 7,80, acumulando recuo semanal de 2,74%. Da mesma forma, o Agibank (AGBK) recuou 3,96%, fechando a US$ 8,97, e somou perda semanal de 5,58%.

A StoneCo (STNE) apresentou desvalorização diária de 3,54%, com cotação a US$ 13,35, acumulando queda de 4,64% na semana. Enquanto isso, a XP Inc. (XP) encerrou o pregão com baixa de 3,81% a US$ 18,20, totalizando perda semanal de 2,52%. Por sua vez, o PagBank (PAGS) teve redução diária de 2,39% e terminou cotada a US$ 9,39, com recuo semanal de 2,09%.

Entre as fintechs brasileiras listadas nas bolsas norte-americanas, a Nu Holdings (NU) mostrou o menor recuo no dia 20 de março, caindo 1,55% e fechando a US$ 13,94. Sua perda acumulada na semana foi de 1,48%, o que indica uma resistência maior em relação às outras companhias do ramo.

Contexto macroeconômico e regulatório relacionado às fintechs brasileiras

Em 20 de março de 2025, o agravamento dos conflitos entre Israel e Irã provocou aumento da aversão ao risco nos mercados globais. Na mesma data, o preço do barril do petróleo tipo Brent se manteve em torno de US$ 109, reflexo direto das tensões geopolíticas na região.

As principais bolsas americanas registraram forte queda: Dow Jones recuou 0,96%, S&P 500 perdeu 1,51%, Nasdaq caiu 2,01% e Nyse teve queda de 1,48%. Além disso, as expectativas de uma alta nas taxas de juros tanto nos Estados Unidos quanto na Europa influenciaram negativamente o ambiente de investimento global.

Enquanto isso, agências do governo brasileiro adotaram medidas importantes para o setor financeiro. A Receita Federal estabeleceu no dia 20 alíquotas que variam entre 12% e 20% para instituições financeiras. Essa decisão altera o panorama tributário e pode afetar diretamente a operação das fintechs no país.

Por outro lado, órgãos reguladores brasileiros iniciaram um intercâmbio de informações para reforçar a inteligência financeira. Essa cooperação visa fortalecer os mecanismos de combate à lavagem de dinheiro e fortalecimento do sistema financeiro nacional, impactando as atividades das startups financeiras.

No âmbito do mercado financeiro nacional, o Agibank programou para 23 de março de 2025 a divulgação de seu primeiro balanço na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). Esse evento marca um passo significativo para as fintechs brasileiras que buscam maior acesso a capital internacional e tende a influenciar a percepção dos investidores sobre o setor.

Além da análise das condições internas, as autoridades brasileiras acompanham o cenário internacional, enquanto notícias apontam que o governo dos Estados Unidos avalia medidas contra a ilha iraniana de Kharg, alvo estratégico no Golfo Pérsico. Essas movimentações geopolíticas continuam a refletir diretamente no comportamento dos mercados financeiros e na volatilidade observada nos investimentos globais.

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