Uma pesquisa realizada em 2025 pelo Instituto Brasileiro de Psicologia e Sociologia (IBPS) revelou que 7% das mulheres brasileiras entre 25 e 45 anos expressaram arrependimento após se tornarem mães. O estudo, que envolveu uma amostra de 2.000 participantes em cinco regiões do país, também destacou que 60% das entrevistadas relataram frustração devido à sobrecarga das responsabilidades maternas.
Além disso, 45% das mulheres afirmaram não ter recebido apoio emocional suficiente de familiares ou parceiros, o que contribui para o peso da experiência materna. O levantamento apontou que 35% das mães arrependidas enfrentaram problemas financeiros relacionados à maternidade, enquanto 40% denunciaram impacto negativo na saúde mental depois do nascimento dos filhos.
Outro dado relevante indica que a faixa etária com maior índice de arrependimento está entre as mulheres de 30 a 39 anos, com cerca de 8,5%. O relatório oficial do IBPS, divulgado em janeiro de 2026, destacou ainda que 70% das mulheres sentem pressão para corresponder ao padrão social da “mãe ideal”, o que reflete diretamente no bem-estar emocional.
Contexto social e impactos relatados pelas mulheres
A pressão social para que mulheres assumam a maternidade está associada a sentimentos de frustração em 65% das entrevistadas em estudos recentes. Além disso, o Instituto Nacional de Saúde Mental (INSM) apontou um aumento nos casos de depressão pós-parto desde 2023, demonstrando a gravidade das consequências para a saúde mental feminina.
Por outro lado, 38% das mulheres que expressaram arrependimento relataram sofrer julgamentos tanto de suas famílias quanto de suas redes sociais. Essa situação é agravada pela dificuldade que 52% das mulheres enfrentam para conciliar a maternidade com a carreira profissional, conforme indicam dados de 2024. Dessa forma, o conflito entre esses papéis contribui diretamente para o aumento dos níveis de insatisfação.
Ainda assim, um levantamento de 2025 revelou que 29% das mulheres arrependeram-se de terem tido filhos, caso pudessem voltar no tempo. A falta de políticas públicas voltadas para suporte à maternidade amplifica essa insatisfação, uma vez que menos de 25% das mães recebem algum tipo de apoio psicológico no país. Essa carência afeta ainda mais o reconhecimento de necessidades individuais após o nascimento dos filhos.
Além disso, pesquisas identificaram que a ausência de um diálogo aberto sobre o arrependimento materno impacta negativamente a saúde emocional. Cerca de 41% das mulheres evitam falar sobre esse tema, temendo o estigma social. Nesse cenário, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) defende a ampliação do acesso a cuidados de saúde mental específicos para mães.
O movimento social Mulheres sem Arrependimento, atuante desde 2024, tem reunido dados e relatos que evidenciam a complexidade dessas experiências. Essas informações alimentam um debate importante sobre a necessidade de políticas públicas eficazes e de um acompanhamento psicológico mais constante para essas mulheres.

