Em fevereiro de 2026, o comércio brasileiro registrou aumento de 7% nas vendas em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Além disso, nos dois primeiros meses do ano, as vendas no varejo cresceram 5,7% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados oficiais.
O número de admissões formais no setor comercial avançou 4,5% no primeiro bimestre, com geração de 35 mil empregos confirmada pelo Ministério da Economia. Em São Paulo, principal polo comercial do país, as vendas subiram 8,2% em janeiro, sinalizando desempenho acima da média nacional.
O crédito ao consumidor também contribuiu para o crescimento. Em janeiro de 2026, a oferta de crédito aumentou 6,3%, enquanto o saldo do crédito consignado chegou a 120 bilhões de reais em fevereiro, conforme o Banco Central. No mesmo período, o número de cartões de crédito ativos cresceu em 3 milhões.
O índice de confiança do consumidor, medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), alcançou 85 pontos em fevereiro, refletindo maior disposição para consumo. Os segmentos de vestuário e eletrodomésticos registraram as maiores altas em fevereiro, com 9% e 8,5% respectivamente, impulsionando o resultado geral do comércio.
Contexto e impacto econômico do crescimento
O avanço nas vendas do comércio em 2026 tem favorecido especialmente micro e pequenas empresas localizadas em regiões metropolitanas. Essa tendência está associada ao maior acesso ao crédito pelo consumidor, que ampliou a compra de bens duráveis e eletrodomésticos. Por outro lado, a recuperação do mercado formal de trabalho no comércio foi acelerada nos dois primeiros meses do ano.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no setor varejista caiu para 7,8% em fevereiro, um recuo significativo em relação aos meses anteriores. Além disso, o consumo das classes C e D representou cerca de 60% do aumento total das vendas, reforçando o papel dessas faixas de renda na dinamização da economia. O setor varejista respondeu por aproximadamente 20% dos empregos novos gerados no país no primeiro bimestre de 2026.
No recorte regional, as áreas Sudeste e Sul lideraram a criação de empregos formais no comércio. A confiança crescente do consumidor, por sua vez, contribuiu para uma perspectiva otimista sobre o consumo até o segundo semestre deste ano. A oferta facilitada de crédito foi responsável por metade do aumento nas vendas de setores como eletrônicos e móveis, o que, segundo especialistas, está diretamente ligada à melhora dos indicadores de emprego no comércio.

